Imaginem…

only-imagine

Estamos em 2060. Praticamente não há guerra no Planeta Terra.

Vivemos num mundo cada dia mais tecnológico. Estamos profundamente ‘mergulhados’ na realidade virtual, na realidade aumentada, nas imagens holográficas 3D, etc. Por outro lado, a grande maioria da sociedade vive em mega-cidades de dezenas de milhões de habitantes. Cidades modernas com todas as tecnologias ao dispor de todos os Cidadãos. Cidades higiénicas em todo o sentido da palavra. Casas higiénicas em todo o sentido da palavra.

Não há poluição nas ruas, nem em qualquer outro lugar. As energias limpas são usadas a 100% em todas as cidades e em todas as casas.

Todas as crianças vão à Escola e aprendem todos os dias como lidar com as novas tecnologias que surgem a um ritmo acelerado.

Agora, meus caros leitores, imaginem-se uma criança dos 4 aos 12 anos de idade que convive com todas as tecnologias (possíveis e imaginárias).

Será que essa criança poderá imaginar a beleza da nossa Biosfera atual (a que ainda resta), com toda a diversidade vegetal e animal?

– Dirão:

  1. Mas poderá ver fotos e vídeos de como era antigamente. Ou;
  2. Poderá ver em tempo real imagens da Terra via satélite. Ou;
  3. Poderá ver através da realidade virtual vídeos do nosso Planeta;
  4. Etc.

Mas terá tempo para aprender sobre a vida e os Valores Humanos?

– Dirão:

  1. Claro que sim, todos os cursos estão disponíveis em tempo real. (Mas, será que poderá acampar com os Pais numa floresta para aprender diretamente em plena natureza?)
  2. Conviverá com todas as outras crianças da Escola e aprenderá a interagir em Sociedade. (Mas, será que existirá uma Escola como a atual?)

Em que tipo de Escola aprenderá ela todas as matérias que necessita para lidar com tanta tecnologia? Saberá ela entender o significado de toda aquela tecnologia?

Se tudo estará automatizado, se existirão robots para fazer todos os trabalhos normais diários, a ela só restará pensar para realizar. Ela verá os seus Pais elaborar tarefas complicadíssimas com uma facilidade enorme, logo ela também será capaz no futuro próximo de as realizar.

Num mundo como aquele que tenho vindo a descrever:

  1. Que convívio terão as crianças e jovens?
  2. Como se relacionarão? (por transmissão de pensamento, talvez.)
  3. Que Valores Humanos irão sobressair das suas vivências?
  4. Afinal de contas elas saberão resolver problemas dos mais complexos, mas será que compreenderão para quê? E por quê?
  5. Como lidarão com o nascimento e a morte? (afinal as Pessoas vivem durante longos anos com saúde.)
  6. Como lidarão com as emoções? Ou, com o Amor? Ou, com a violência? Ou, com o bullying? Será que não dispõem de jogos informáticos violentos em realidade virtual?
  7. Como serão incentivadas as diversas criatividades naturais de uma criança? Com tanta tecnologia ao dispor, como será? Música? Pintura? Escultura? Dança? Cinema? Literatura? Arquitetura? Etc.?
  8. Haverá Filósofos Humanistas? Aprenderão elas sobre o Humanismo?
  9. Será que saberá como ultrapassar um sofrimento de Ser Humano?

Enfim, serão muitas delas sobredotadas e com uma capacidade enorme de realização e construção. Mas serão Felizes? Como interiorizarão a Felicidade, o Amor e a Convivência?

Bom, deixemo-nos de perguntas vãs e generalistas.

Vamos ao que interessa. Chegou a hora dos adultos e dos interesses mais diversos.

Em 2100 foi descoberto um Planeta capaz de suportar vida Humana e que poderá conter outras formas de vida. É claro que o Homem há muito que anseia visitar um desses Planetas, até colonizá-lo (se possível). Todas as tecnologias existem para colocar uma equipa multidisciplinar nesse planeta, em tempo considerado satisfatório (menos de um ano terrestre).

Será o Homem capaz de colonizar outro Planeta com o mesmo espírito com que colonizou (usurpando) outros  territórios continentais no passado? Ou, estará bem preparado como Ser Humano, imbuído de Valores Humanos, capaz de compreender outras ‘civilizações’, possuir o grau de empatia necessário para conviver e aprender como e porque vivem daquela maneira? Terão os Cidadãos de 2100 uma Inteligência e Consciência Coletivas capaz de estabelecerem um contacto positivo com outras civilizações, sem as colonizar? Não só podem como devem imaginar sempre a melhor das situações possíveis, já que nos consideramos os seres mais inteligentes que conhecemos até agora.

Penso que o Homem tudo fará para encontrar um Paraíso, julgando que poderá eternamente desfrutar de todos os recursos, sem ter de se preocupar muito com o Futuro Coletivo.

Seremos nós capazes de SER biosustentáveis? Ou, seremos como a história de Adão e Eva?

Será que aprendemos a lição?

Eu só posso imaginar o Futuro e desejar que a Humanidade seja cada vez mais Humana e com Valor. Mas também posso contribuir para a construção de um Futuro melhor para TODOS! OU NÃO POSSO?

Alfredo Sá Almeida                                                                           17 de Março de 2019

A Juventude, o Futuro e o Poder

Este texto surge na sequência de um acto importante de Cidadania Global, da autoria de uma jovem – Greta Thunberg, como Cidadã do Mundo. Representa a coragem de falar pelo Futuro dos mais jovens e transmite-nos quão incompetentes temos sido na defesa da Biosfera, do equilíbrio climático, das espécies em vias de extinção e na indiferença criminosa que estamos a praticar para o nosso Planeta e para NÓS próprios.

Discurso de Greta Thunberg na ONU

Mas antes de expor a minha opinião sobre o tema em título gostaria de vos deixar o discurso que Greta Thunberg proferiu na ONU:

(https://medium.com/greta-thunberg-translations-of-her-own-words/discurso-de-greta-thunberg-ao-secret%C3%A1rio-geral-da-onu-ant%C3%B3nio-guterres-965c2236e773)

“Durante 25 anos, inúmeras pessoas estiveram à frente das conferências sobre o clima das Nações Unidas pedindo aos líderes da nossa nação para que parassem com as emissões. Mas, claramente, isso não funcionou, já que as emissões continuam aumentando.

Então, eu não vou perguntar nada a eles.

Em vez disso, pedirei à mídia que comece a tratar a crise como uma crise.

Em vez disso, pedirei às pessoas de todo mundo que percebam que nossos líderes políticos falharam conosco.

Porque estamos diante de uma ameaça existencial e não há tempo para continuar nessa estrada da loucura.

Países ricos como a Suécia precisam começar a reduzir as emissões em pelo menos 15% por ano para atingir a meta de aquecimento de 2 graus. Você pensaria que a mídia e todos os nossos líderes estariam falando só sobre esse assunto — mas ninguém nunca menciona nada sobre isso.

E ninguém fala também sobre o fato de estarmos no meio da sexta extinção em massa, com até 200 espécies sendo extintas por dia.

Além disso, ninguém nunca fala sobre o aspecto da equidade claramente declarado no acordo de Paris, o qual é absolutamente necessário para fazê-lo funcionar em escala global. Isso significa que países ricos como o meu precisam reduzir suas emissões a zero dentro de 6 a 12 anos, dada a velocidade de emissão de hoje, para que as pessoas nos países mais pobres aumentem seu padrão de vida construindo algumas das infraestruturas que já construímos. Por exemplo hospitais, eletricidade e água potável.

Como podemos esperar que países como a Índia, a Colômbia ou a Nigéria se preocupem com a crise climática se nós, que já temos tudo, não nos importamos nem um pouco com nossos compromissos com o acordo de Paris?

Então, quando a escola começou em agosto deste ano, eu sentei no chão do lado de fora do parlamento sueco. Eu fiz greve escolar pelo clima.

Algumas pessoas dizem que eu deveria estar na escola. Algumas pessoas dizem que eu deveria estudar para me tornar uma cientista do clima para poder “resolver a crise climática”. Mas a crise climática já foi resolvida. Já temos todos os fatos e soluções.

E por que eu deveria estar estudando para um futuro que, em breve, pode não existir mais, quando ninguém está fazendo nada para salvar esse futuro? E qual é o ponto de aprender sobre fatos quando os mais importantes fatos claramente não significam nada para a nossa sociedade?

Hoje, usamos 100 milhões de barris de petróleo por dia. Não há política para mudar isso. Não há regras para manter esse óleo no solo.

Então, não conseguiremos salvar o mundo jogando pelas regras do jogo. Porque essas regras precisam ser mudadas.

Portanto, não viemos aqui implorar aos líderes mundiais que cuidem do nosso futuro. Eles nos ignoraram no passado e nos ignorarão novamente.

Viemos aqui para que eles saibam que a mudança está vindo, gostem ou não. As pessoas enfrentarão o desafio. E, como nossos líderes estão se comportando como crianças, teremos que assumir a responsabilidade que eles deveriam ter assumido há muito tempo.”Greta Thunberg

Pois bem, considero que não podia ser mais esclarecedor e que só poderia ser proferido por esta jovem que encarna os desejos de muitos jovens por esse mundo fora. Isto porque os adultos à sua volta já estão demasiado comprometidos com os ERROS cometidos no passado e no presente.

Infelizmente, não são só os erros que têm sido cometidos por Políticos, Investidores, Cientistas e elementos do Poder instituído, por esse mundo fora. O mais grave é que esses erros são cometidos com uma indiferença, que considero criminosa, pelo Futuro de TODOS NÓS.

É tempo de os Jovens intervirem activamente nas decisões sobre o Futuro. Eles representam-no e são suficientemente capazes de afirmar o que não querem nas suas vidas.

O Poder instituído deve, obrigatoriamente, ouvir e respeitar a opinião deles.

Torna-se evidente que o mundo dos adultos com filhos, deve acompanhar, aconselhar e orientar as suas reivindicações, com sentido ético, sem desvirtuar o querer, mas que possam ser bem sucedidos nas suas causas.

No entanto, verifica-se um problema no mundo atual, aqui representado pela evolução da pirâmide etária, que não atribui um peso suficientemente significativo à Juventude no Futuro. Senão vejamos;

transicao-demografica

Esta transição que se tem vindo a verificar, significa uma diminuição sensível das taxas de natalidade e mortalidade no tempo. (p.f. ver exemplo do Brasil).

 

Evolução da pirâmide etária do BR

Significa isto que a partir de agora, devem perfilar-se também os adultos conhecedores das causas dos Jovens e que possam atuar fidedignamente como assessores desses Jovens, conferindo assim um maior peso democrático às suas causas. Os adultos devem assim ser, igualmente, os agentes de mudança pelo ‘despertar’ dos Jovens, dando ‘corpo’, coerência, impacto e perspectiva de Futuro, contribuindo para o sucesso das suas causas junto dos Poderes instituídos.

Ou seja, os adultos passam a ser os Tutores dos Jovens.

Pirâmide Etária do Brasil 2060

Os Jovens deveriam passar a ter uma maior influência junto do Poder.

Por outro lado, esta dinâmica implicará uma mudança significativa nos elementos do Poder, de modo a permitir uma maior consonância com os anseios bio-sustentáveis do Povo.

Outro aspeto que se deverá verificar é uma significativa queda das barreiras inter-geracionais, de modo a permitir um dialogo frutuoso e de influência positiva.

De toda esta dinâmica terá de resultar uma mudança no Ensino e processo Educativo, onde os Valores Humanos, a Bio-sustentabilidade e o Futuro do Homem e da Biosfera caminhem em harmonia e possam contribuir para uma mudança efetiva da nossa Sociedade Global.

A Solidariedade com esta causa, e tantas outras bem positivas por esse mundo fora, representa um Valor Humano com Futuro.

Global Sustainable Intellingence

O meu texto anterior intitulado ‘Que solução para o Futuro do Homem?’ representa o meu grito de alerta para nos deixarmos de indiferenças fúteis e sermos melhores Cidadãos do Mundo.

Alfredo Sá Almeida                                                                               16 de Março de 2019

Que solução para o futuro do Homem?

Solução para o Homem 5

Parece estranha esta pergunta para quem domina TUDO e TODOS e que se julga um DEUS! (Yuval Noah Harari) Mas corresponde a uma triste realidade – ‘O Homem não se mostrou capaz de encontrar soluções sustentáveis e de Futuro para a sua vida nesta Biosfera!’.

Mas uma coisa é certa, só o próprio Homem tem a capacidade de encontrar a solução para os problemas que criou, mesmo julgando que era inteligente suficiente para os resolver. A não ser que prefiram ficar à espera de uns aliens  que nos venham impor uma solução!

Tantos e tão bons Escritores, publicando livros que são best-sellers, lidos por milhões de Pessoas em todo o mundo (como Yuval Noah Harari, Elizabeth Kolbert ou Al Gore), capazes de fazer uma análise exaustiva, científica, correta e inspiradora dos comportamentos Humanos nesta Sociedade Globalizada, e, não assistimos a uma resposta cabal, coletiva e duradoura para melhorar o Futuro do Homem com o pensamento no bem-comum!

Muitos de nós sabemos que os comportamentos Humanos nesta nossa Biosfera, não são sustentáveis e que a continuarmos assim, caminhamos para ‘A Sexta Extinção’ (Elizabeth Kolbert)!

Mas na realidade continua TUDO na mesma! Caminhamos para a nossa destruição como Seres Humanos e arrastaremos as outras espécies connosco!

Solução para o Homem 1

Não meus Amigos não se trata da sustentabilidade financeira mundial, ou, se o BREXIT com acordo ou sem acordo com a UE produzirá instabilidade dos mercados! Ou se a Venezuela e a Coreia do Norte deixarão de ser ditaduras! Ou se vamos continuar a consumir petróleo como maior fonte de energia!

NÃO, NÃO! … Somos NÓS que temos que encontrar uma solução viável para sermos Seres Humanos e não predadores insustentáveis! E, se não for a BEM (com o consenso da maioria) tem de ser por IMPOSIÇÃO dessa solução viável! Ou pretendem ter na vossa consciência a eliminação da face da Terra da grande maioria da diversidade de espécies e de NÓS próprios?

  • Será que não seremos capazes de encontrar os caminhos do BEM-COMUM para solucionarmos os nossos problemas?
  • Será que vamos continuar a defender que o Dinheiro, e quem o domina, é a entidade toda poderosa a que nos devemos subjugar para encontrarmos a melhor solução?
  • Será o VALOR HUMANO singular e coletivo a dimensão adequada para ser a plataforma de entendimento entre os Homens?
  • Vamos lá, meus Amigos, temos tantas opções que são viáveis para a grande maioria de NÓS e ficamos estupefactos e indiferentes perante tão dura realidade?

Se assim for, só vislumbro um grande problema que temos que resolver! Estamos todos VICIADOS neste modelo de Sociedade, que aconteça o que acontecer manteremos o nosso VÍCIO!

Solução para o Homem 3

Se o problema é o nosso VÍCIO, então existem soluções viáveis para o tratar! Só que não é de livre vontade que seremos ‘tratados’ (porque já demonstrámos que não temos força de vontade para o fazer)!

Bom, talvez a melhor solução seja divertirmo-nos muito e deixarmo-nos ‘anestesiar’ para termos uma morte coletiva ‘sem dor’!

Divirtam

  • Teremos NÓS a Inteligência Coletiva suficiente para mantermos os Valores Humanos de um Ser e sabermos transformarmo-nos em sustentáveis nesta Biosfera?

Bom, talvez prefiram abandonar este planeta e viajar para outro melhor! Os que cá ficarem que se ‘danem’!

Este é o meu ‘desabafo’, na tentativa (mais uma) de transmitir a minha modesta solução para os problemas da Humanidade. Continuo a acreditar que a SOLUÇÃO do VALOR HUMANO, como a tenho desenvolvido, é uma solução viável para os Seres Humanos responsáveis e conscientes do drama que criámos e que estamos inseridos.

Solução para o Homem 2

Alfredo Sá Almeida                                                                                  12 de Março de 2019

Sobre a dimensão dos Valores do Amor e da Liberdade

O Amor liberta

No mundo atual, por falta de uma Educação em Valores Humanos, sobressai uma deturpação de conceitos importantes e essenciais que prejudicam o entendimento global dos Seres Humanos e a construção de uma Consciência Coletiva e da Paz.

Destes, o Amor e a Liberdade são seguramente os mais acarinhados pela grande maioria das Pessoas. Representam a essência da Humanidade e do relacionamento entre Seres.

O grande problema está na prática de vida a que as Pessoas estão sujeitas, por vontade própria ou alheia. São poucas as que não se encontram condicionadas por práticas desajustadas à dimensão do Ser Humano. Acabam criando uma espiral, ou um turbilhão emocional aprisionador de vida, que tem como consequência a deturpação dos Valores essenciais.

“Para o psicanalista Alemão, filósofo e sociólogo Erich Fromm, ao contrário da crença comum de que o amor é algo “fácil de ocorrer” ou espontâneo, ele deve ser aprendido; ao invés de um mero sentimento que acontece, é uma faculdade que deve ser estudada para que possa se desenvolver – pois é uma “arte”, tal como a própria vida. Ele diz: “se quisermos aprender como se ama, devemos proceder do mesmo modo por que agiríamos se quiséssemos aprender qualquer outra arte, seja a música, a pintura, a carpintaria, ou a arte da medicina ou da engenharia”. – Wikipédia

Amor1 - Erich Fromm

“Erich Fromm, ainda, ressalta que “O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um “erguimento” e não uma “queda”. De modo mais geral, o caráter ativo do amor pode ser descrito afirmando-se que o amor, antes de tudo, consiste em dar, e não em receber.” Como sentimento individual e personalíssimo, traz complexidade por envolver componentes emocionais, cognitivos, comportamentais que são difíceis – ou quase impossíveis – de separar.” – Wikipédia

O Amor na sua dimensão mais ampla é incondicional. Representa a verdadeira expressão do sentimento para com o outro. “Um exemplo disso é o amor dos pais para os seus filhos, não importa uma nota de prova, uma decisão de mudança de vida, um argumento, ou uma crença forte, a quantidade de amor que permanece entre este vínculo é visto como imutável e incondicional.” – Wikipédia

No caso da Liberdade a situação muda de referencial. Não se trata de um sentimento mas de uma capacidade Humana. “A liberdade é a capacidade de adotar seu próprio critério. Esta definição leva em consideração sua própria natureza e não aceita nenhum tipo de critério exterior. O mundo físico está caracterizado por relações de causa e efeito, onde qualquer fenómeno pode ser explicado por outro ou pela concorrência de outros que por sua vez se baseiam em fenômenos alternativos, e que se estendem à cadeia de causa e efeito de modo indefinido. Pelo contrário, a liberdade não encontra seu fundamento ou causa em nenhum aspeto exterior, mas além do que a própria vontade. No entanto, vale ressaltar que esta liberdade tem limites; mesmo assim, quando se diz que um homem está livre, talvez seja melhor dizer que sua vontade é livre, à medida que possam existir circunstâncias que limitem o campo de ação de uma pessoa.(https://conceitos.com/liberdade/).

Enquanto o sentimento do Amor pode variar de Pessoa para Pessoa dadas as diferenças na sua inteligência emocional. A Liberdade possui interpretações particulares consoante o Filósofo que reconstrói o conceito e o interpreta. “Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de ideias e dos direitos de cada cidadão.

Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade. A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com a mídia ela realmente existe, ou não. Diversos pensadores e filósofos dissertaram sobre a liberdade, como Sartre, Descartes, Spinoza, Leibniz, Schopenhauer, Kant, Marx entre outros.” (https://www.significados.com.br/liberdade/)

Em resumo, o Amor pleno é incondicional e a Liberdade é condicional, pois não deve colidir com a Liberdade alheia. Deste modo tem de ser convencionada para proporcionar harmonia social. Já a prática do Amor verdadeiro entre Pessoas é mais suscetível de causar entendimento sem constrangimento.

Na realidade atual verifica-se a deturpação conceptual quando assistimos à inversão da condição. Muitas Pessoas pretendem e desenvolvem um Amor condicional e desejam ardentemente uma Liberdade incondicional. Ora, esta inversão da condição conceptual entre um sentimento e uma capacidade Humanas acaba produzindo toda a espécie de confrontos, desentendimentos, ódios e radicalização ideológica.

Retornemos aos pensamentos estruturados de Erich Fromm para nos ajudar a resolver esta confusão:

“Um homem livre é, por força, inseguro. Um homem pensador é, forçosamente, dubitativo.” – Erich Fromm

“O amor é a última e real necessidade do ser humano.” – Erich Fromm

A meu ver só existe uma forma de resolver este ‘conflito’ da condição conceptual entre o Amor e a Liberdade. Se cada um de nós para além de desejar aprender a Amar, ser um Amante da Liberdade. Nesta condição não existirão confrontos que não sejam solucionáveis.

Aprenda a Amar e a ser Livre nas verdadeiras dimensões destes Valores essenciais à Vida.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 7 de Novembro de 2018

Será possível erradicar a maldade e o ódio no Homem?

Maldade - Seneca

Muito provavelmente não será possível eliminar a maldade e o ódio da mente do Homem. Mas estou seguro que será possível reduzir significativamente e atenuar estas duas características de antivalores. Para tal temos de melhorar e expandir o processo educativo (revisto e renovado), para TODOS, desde muito cedo. Educar para uma Cidadania de responsabilidade em liberdade, onde os Valores Humanos serão transmitidos maioritariamente pelo exemplo.

Este tema foi muito bem abordado na Revista DN Life de 21 de Outubro de 2018 pela Jornalista Ana Pago, num texto intitulado “Somos todos pessoas más? A Ciência diz que sim”. (https://life.dn.pt/comportamento/maldadesomostodospessoasmascienciadizquesim/).

Pois bem, o que os conhecimentos científicos da atualidade (Psicologia Forense, Neuropsicologia, Psiquiatria, Neurologia) nos transmitem é um cenário pouco animador, mas está longe de nos permitir baixar os braços e perder a esperança de uma melhoria significativa nesta matéria.

Assim, convém reter que a maldade:

  1. “É um traço da natureza humana observado até em pessoas consideradas boas e decentes. A maldade é-nos intrínseca”Hernâni Carvalho (Psicologia Forense);
  2. “… só cinco por cento da população em geral tem uma moral irrepreensível – contra a maioria das pessoas normais que vão oscilando entre atos egoístas (antissociais) e altruístas.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  3. “Virtualmente, cada indivíduo encerra em si o potencial para a bondade e a maldade, que se manifestam em diferentes proporções dependendo da índole (em grande parte hereditária), do ambiente em que é criado e das circunstâncias e contexto, variáveis de momento a momento, … para quem a capacidade de refletir sobre os efeitos do mal que fazemos é um atributo tipicamente humano.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  4. “A maioria de nós tem na cabeça uma espécie de detetor que difunde julgamentos morais a tempo inteiro.” – Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  5. “Em contraste, cerca de três por cento da população são indivíduos cuja personalidade se caracteriza por comportamentos antissociais desde a infância ou adolescência, a maior parte dos quais tem o diagnóstico formal de sociopatia. Destes, apenas uma parcela de cerca de um por cento da população mundial recebe o diagnóstico adicional de psicopatia, que além de antissocial não sente remorsos, vergonha, culpa do que faz ou compaixão pelo sofrimento dos outros.”Ricardo de Oliveira-Souza (Neurologista);
  6. “Óbvio que nem só a genética, as condições sociais, lesões cerebrais, lares desfeitos, perturbações de personalidade, abusos na infância, consumo de drogas, maus-tratos físicos e psicológicos ou rejeição familiar determinam estes atos antissociais: o cocktail explosivo que é a maldade faz-se de vários fatores conjugados.”Vítor Cotovio (Psiquiatra).

Perante estas evidências, verificamos que podemos melhorar significativamente a vida de 92% da população em geral, com uma formação em Valores Humanos, ‘desenhada’ consoante os grupos da Sociedade, e, uma Educação de qualidade em Valores Humanos para todas as crianças e jovens até à idade adulta. Formar e Educar para uma Cidadania de Valor. E ainda, que todos os dirigentes Políticos, Económicos, Sociais, Financeiros, Religiosos, Militares, Policiais, Judiciais, etc. atuem com muita responsabilidade e deem o exemplo, para consolidar as melhorias.

Convém lembrarmo-nos das sábias palavras de Nelson Mandela:

Ódio - Nelson Mandela

Porque não estamos a ‘caminhar’ neste sentido? Pura e simplesmente por negligência e desleixo sobranceiro dos nossos dirigentes e indiferença do Povo!

Ódio - Buda 1

Todos nós sabemos a importância fundamental e essencial de uma boa Educação, mas continuamos a olhar para o lado e assobiar, como se nada fosse connosco.

Maldade - Einstein

Jorge Luís Borges transmite-nos bem o segredo – “Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível”.

Vou continuar a batalhar no tema que tenho desenvolvido, desde há mais de seis anos a esta parte, os Valores Humanos na Educação formal Escolar e a Valorização do Ser Humano.

Esta ‘batalha’ nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje, onde tanta maldade e ódio se encontra disseminada por esse mundo fora. Para que nunca mais se verifique o que um Pedro escreveu no seu diário “… e por não conseguir ver a maldade no mundo, eu a sentia na pele”.

Que a Sociedade, por natureza, deixe de corromper os Homens que nascem bons. E aqueles que não tiverem essa sorte possam ser educados e acompanhados para não contribuírem para avolumar a maldade deste mundo. Mas, sobretudo, que os Valores Humanos prevaleçam como uma causa estruturante da Humanidade.

Bondade - Jean-Jacques Rousseau

Alfredo Sá Almeida                                                                   2 de Novembro de 2018

O Valor Humano ao Poder!

o Significado do poder

Todos nós temos Poder em maior ou menor grau durante a nossa vida. Esse Poder a nível individual representa a capacidade, ou a faculdade, para realizar algo ou influenciar alguém. É uma representação da Liberdade individual. Sob o ponto de vista coletivo (uma região, uma comunidade, uma empresa, um País, etc.) o Poder passa a ter outro âmbito pois representa a autoridade, a soberania, a influência e o domínio sobre uma área, um grupo de Pessoas ou uma jurisdição.

Em qualquer dos casos, as questões problemáticas prendem-se sempre com o exercício do Poder:

  1. Quem o exerce;
  2. Como o exerce;
  3. Porque o exerce;
  4. A que Futuro conduz;

Qualquer Poder está sujeito ao julgamento de todos os envolvidos nessa dimensão, seja pelos resultados do exercício, seja pelo modo como é exercido.

É nesta dimensão que o Valor Humano faz toda a diferença. Quanto maior o Valor da Pessoa (ou Pessoas) que exerce(m) o Poder, melhores perspetivas existirão para se chegar aos resultados prometidos perante o coletivo. Mas não é garantia de sucesso. Este estará dependente das interações e das sinergias construídas pelos apoiantes e pelos opositores desse Poder, ao mesmo tempo do Valor Humano da(s) personalidade(s) que o vai(ão) exercer. Um Poder abrangente requer um Valor Humano multifacetado com uma dimensão extra em liderança, conhecimento e, em simultâneo, um carisma genuíno.

Tudo é mais complexo nas relações de Poder porque se está a lidar com a multidiversidade Humana e processual, com todas as implicações que poderão existir.

Cada um de nós passa a ter uma responsabilidade acrescida no acompanhamento de todo o processo. Pois seremos, ou não, a garantia da coerência de como o Poder é exercido e a que Futuro conduz.

Esta multidimensionalidade tem de estar incluída no Valor Humano das Pessoas que exercem o Poder, caso contrário haverá uma tendência para aumentarem os fenómenos de caos e desorientação de todos os intervenientes, conduzindo à mudança forçada do Poder.

Em resumo, o Valor Humano com capacidade de liderança, multifacetado, multidimensional e carismático é indispensável para um BOM exercício do Poder. Seria bom que todos nós ganhássemos essa consciência para podermos contribuir ativamente para um Futuro Coletivo digno de Seres Humanos.

Alfredo Sá Almeida                                                                           22 de Outubro de 2018

Do relativismo ético ao universalismo de Valores Humanos

Consciência Coletiva

O debate ideológico entre Universalismo e Relativismo não é recente mas tem vindo a avolumar-se em relação aos Direitos Humanos com vantagens muito positivas para a Sociedade e o Mundo Global. Este debate alargou-se da Filosofia à Sociologia, ao Direito e às questões Culturais (Multiculturalidade). É assim que deve ser. Existe um provérbio antigo que afirma “Da discussão nasce a luz”, ao qual eu costumo acrescentar “Da discussão organizada nasce a luz”.

Infelizmente o Homem não tem produzido muita Luz quando desenvolveu a globalização. Mas já lá vamos a este assunto. Primeiro gostaria de transmitir aos meus Leitores a razão deste tema.

O meu amigo Joaquim Serra fez um comentário muito pertinente, a propósito do meu último texto Sobre a dimensão da confiança em Valor Humano, que despertou o meu interesse e me motivou a escrever sobre o tema que vos apresento agora. Escreveu: “O caso é que o Homem, e as sociedades humanas, enveredaram por uma postura de relativismo ético onde a moral se estabelece conforme e consoante a conveniência, em carácter de exceção e não de norma.

Por ser esse o caso, a confiabilidade, seja no que for, deixa de ter cabimento, sequer reconhecimento.

Baseou-se a vida numa estratégia fundamentada na Teoria do Jogo, em vez de um relativismo metaético de busca de uma moral mais inclusiva pela qual pudéssemos viver em comunhão e harmonia, de modo solidário.” – Joaquim Serra.

A meu ver nasceu uma Luz. É uma evidência que poderá ajudar a despertar muitas mentes e a motivar muitos ‘eruditos’ a começar a debater o tema que vos introduzo “Do relativismo ético ao universalismo de Valores Humanos”.

Mas primeiro gostaria de definir alguns conceitos para facilitar a compreensão dos Leitores. Assim:


Relativismo ético – O “Relativismo Ético” é uma das posturas éticas mais generalizadas, tanto a nível acadêmico como no cotidiano de todos nós. Traduz-se basicamente na consideração de que o meu juízo moral não é superior ao dos outros e como tal não o devo impor. Todos os juízos morais são assim equivalentes.
Embora esta perspetiva seja legitimada pela diversidade quase infinita dos juízos morais e práticas culturais, alguns autores levantam contudo reservas, pois tal perspetiva, em última análise, impede qualquer tipo de intervenção em situações de grupos ou de sociedades que realizam práticas, por exemplo tradicionais, verdadeiramente chocantes aos olhos dos outros, ou seja, o relativismo ético é a postura que cada pessoa toma em determinada situação com base na sua ética, cada pessoa possui um ponto de vista diferente, sendo assim a ética de cada pessoa relativa. ” – Wikipédia.

Metaética é o ramo da ética que estuda a natureza das propriedades, afirmações, julgamentos e atitudes éticas. É um dos quatro ramos tradicionais da ética (os outros são ética descritiva, ética normativa e ética aplicada).
A ética normativa, por exemplo, pergunta “o que devo fazer?”, enquanto a metaética pergunta “o que é o bem?” e “como posso diferenciar o certo do errado?”, tentando entender a natureza das propriedades e julgamentos éticos.
Alguns teóricos defendem que é necessária alguma forma de moralidade metafísica para que possamos julgar a moral existente; outros argumentam que é necessário um estudo prévio das diferentes formas de moral vigente para, então, ser possível se formular uma moral metafísica.” – Wikipédia.

 “Universalismo – Quando se diz que algo é universal, se refere a uma visão que expressa um facto existente e que está sempre presente. Isto faz parte de um tipo de pensamento chamado de universalismo e é um paradigma da organização de todas as coisas, bem como de sua abordagem e explicação. Por isso, o universalismo não se trata de uma ideologia específica, não é uma ideologia própria, mas sim uma maneira de ver as coisas, de receber e interpretar a realidade circundante.
Em diversas áreas da vida cotidiana, podem ser vislumbradas as marcas do universalismo, como no caso na política. Neste caso, uma conceção universal política compreende uma ideologia relacionada à unificação dos poderes e de todas as instituições do mundo em um único modo de organização. Por exemplo, os grandes impérios com seu poder durante a Idade Média, o reinado dos impérios bizantinos ou do sacro império romano-germânico e dos califados muçulmanos da ex Constantinopla. Não se deve confundir a relação “universalismo político” com “globalização”, já que no caso desta última se fusionam diferentes elementos de várias comunidades ou coletividades para serem transformadas de maneira unificada, porém reestruturada.
Por último, é importante reconhecer que o oposto a uma visão universal é uma visão nominal, ou também chamada de particular, que estabelece uma maneira individualista de abordar e interpretar a realidade. Assim mesmo, o universalismo é uma corrente de pensamento que não nega a existência das formas nominais, mas nega que sejam verdadeiras.” (https://conceitos.com/universalismo/).

Universalismo moral (também chamado de objetivismo moral ou moralidade universal) é a posição metaética de que algum sistema ético aplica-se universalmente, ou seja, para “todos os indivíduos em situação semelhante”, independentemente de raça, cultura, sexo, religião, nacionalidade, sexualidade ou qualquer outro distintivo. O universalismo moral se opõe ao niilismo moral e ao relativismo moral. No entanto, nem todas as formas de universalismo moral são absolutas, nem são necessariamente de valor monista; muitas formas de universalismo, como o utilitarismo, são não absolutistas, e algumas outras formas, tais como a de Isaiah Berlin, podem ser de valor pluralista.” – Wikipédia.

O relativismo cultural é um processo de observar sistemas culturais sem uma visão etnocêntrica em relação à sociedade do pesquisado. Ou sejaː realizar a observação sem usar nenhum meio ou parâmetro preconcebido pela cultura ocidental e, assim, realizar um estudo e/ou observação do sistema cultural em questão sem nenhum preconceito. E, com isso, realizar a avaliação sem privilegiar os valores de um só ponto de vista, e estruturar o corpo social a partir de suas próprias características. As culturas estudadas adquirem, assim, seus próprios sistemas de valores e sua própria integridade cultural.
O relativismo cultural parte do pressuposto de que cada cultura se expressa de forma diferente. Dessa forma, trata-se de pregar que a atividade humana individual deve ser interpretada dentro do contexto de sua própria cultura. Esse princípio foi estabelecido como axiomático na pesquisa de Franz Boas, nas primeiras décadas do século XX e, mais tarde, popularizado pelos seus alunos. Conforme um dos alunos de Boas, Melville Herskovits:
“O princípio do relativismo cultural decorre de um vasto conjunto de factos, obtidos ao se aplicar nos estudos etnológicos as técnicas que nos permitiram penetrar nos sistemas de valores subjacentes às diferentes sociedades.” – Wikipédia.

Como os meus Leitores sabem, tenho vindo a defender a existência de uma Declaração Universal dos Valores Humanos (Declaração Universal de Valores Humanos) e uma Educação Universalista em Valores Humanos como forma de produzir um novo Paradigma para o Futuro da Humanidade (Human Value – A new paradigm of future society ©). Mas gostaria que o debate se avolumasse e se globalizasse para nascer Luz.

Neste mundo globalizado mas muito pouco universalista, dominam os interesses de muita ordem mas não sobre as matérias naturalmente relevantes para a construção de uma Sociedade Universal com Valor.

Desenvolveu-se a globalização do sistema financeiro, das bolsas de valores, das offshore, do dinheiro e das comunicações, do comércio e dos transportes, etc. Falta o essencial, a Universalidade dos Valores Humanos!

Por outro lado, temos uma vivência multicultural superficial com pouco debate intercultural. As Pessoas não utilizam a sua empatia para compreender com maior profundidade a cultura do outro e poderem encontrar com mais facilidade os pontos interculturais comuns que permitiriam estabelecer um Universalismo dos Valores Humanos. Esquecem-se do relativismo cultural para tentar impor conceitos e metodologias que desvirtuam permanentemente essas culturas, sem acrescentar Universalidade de Valores Humanos.

A Sociedade das Nações conseguiu cumprir e aprofundar a Declaração Universal dos Direitos Humanos à escala Global. Faz-se urgente cumprir e aprofundar uma Declaração Universal dos Valores Humanos para podermos estruturar condignamente o relacionamento intercultural e melhorar significativamente o Valor do Homem neste mundo globalizado.

“O universalismo, por sua vez, decorre “da dignidade humana, na qualidade de valor intrínseco à condição humana. Defende-se, nesta perspetiva, o mínimo ético irredutível – ainda que se possa discutir o alcance desse ‘mínimo ético’ e dos direitos nele compreendidos”.[2] Nessa perspetiva, pode-se assentar que o universalismo está mais preocupado com o indivíduo, suas liberdade e autonomia, enquanto o relativismo tem como premissa maior o coletivismo. [3]” – Emanuel de Melo Ferreira (https://constituicaoedemocracia.com/2013/03/22/o-debate-ideologico-entre-universalismo-e-relativismo-dos-direitos-humanos/)

Quando considero a importância de cumprir e aprofundar a Universalidade dos Valores Humanos é porque estou confiante que a sua difusão e interiorização generalizada, numa Educação inclusiva e de qualidade, evitaria as tendências das ‘culturas únicas’ e ampliaria espaços de articulação para a diferença. Por outro lado, ajudar-nos-ia a Ser Humanos no verdadeiro sentido.

Recomendo uma leitura atenta de uma entrevista realizada por Katharina von Ruckteschell-Katte (diretora do Goethe-Institut na América do Sul) ao filósofo e historiador Camaronês Achille Mbembe, publicada na Revista Prosa Verso e Arte, com o título “Por que julgamos que a diferença seja um problema?” (https://www.revistaprosaversoearte.com/por-que-julgamos-que-a-diferenca-seja-um-problema-achille-mbembe/). Nesta entrevista fala sobre xenofobia, nacionalismo, o lugar do estrangeiro, os perigos de “culturas únicas” e espaços de articulação para a diferença. Realço um excerto que me parece importante para exemplificar sobre o tema do meu texto: “Não creio que o desejo de diferença possa algum dia ser erradicado. É provavelmente uma estrutura profunda do que significa ser um ser humano. Mas aspirar à singularidade não é o mesmo que cultivar a diferença. Não é o mesmo que instituir a diferença como algo que é absoluto, algo em cujo nome se queira matar ou morrer. O mundo em que vivemos hoje é um mundo no qual você encontrará muita gente que prefere morrer ou matar em nome da diferença em vez de dispor-se a arriscar sua existência em nome do que é comum a todos. Estamos em perigo de perder completamente de vista o que temos em comum. Nem mesmo a ameaça real da extinção ecológica tem sido capaz de nos despertar de nosso sono dogmático da diferença.” – Achille Mbembe.

A meu ver, é sobre ‘isto’ que acabei de expor, que os Valores Humanos devidamente transmitidos, praticados e acompanhados Universalmente pelo exemplo dos Tutores e Educadores, farão toda a diferença para uma melhoria significativa da Sociedade Global.

Deste modo, a transformação seria profunda e muito positiva para o Homem que tem a pretensão de conquistar o Universo.

Relembrando as palavras do meu amigo Joaquim Serra, quando afirma: “Baseou-se a vida numa estratégia fundamentada na Teoria do Jogo, em vez de um relativismo metaético de busca de uma moral mais inclusiva pela qual pudéssemos viver em comunhão e harmonia, de modo solidário.”.

Esta é a Luz que a Humanidade necessita para poder viver em Paz e com sabedoria.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  16 de Outubro de 2018

Sobre a dimensão da Confiança em Valor Humano

As crises, neste mundo globalizado, têm quase tudo a ver com as falhas críticas que se verificam na Confiança entre as Pessoas, Processos e Sistemas. A nossa relação com Instituições, Governos, Empresas e Organizações tem essencialmente uma dimensão de Confiança. Para complicar (simplificar em abstrato), o Homem construiu um sistema de valor monetário que não representa o Valor Humano.

A Confiança como a vida tem um tempo associado, não é eterna. Possui uma dinâmica. Quanto maior o intervalo de tempo e o grau associado à relação de Confiança maior é a sua dimensão.

Confiança - Camões

Quando uma Pessoa tem Valor torna-se mais fácil confiarmos nos seus propósitos porque existe um padrão de Valor, uma previsibilidade de comportamentos e atitudes, um modo de pensamento que nos permite acreditar que Valor e Confiança possuem um elo forte entre eles.

Qualquer que seja a confiança em algo ou alguém, no momento em que é estabelecida essa relação ela tem uma projeção no futuro. Basta um encurtamento nessa projeção estabelecida para que a relação de confiança seja abalada.

Toda a relação de Confiança possuiu um grau, uma classificação, uma valorização que é assumida naturalmente pelas partes. Esta pode ser mais ou menos implícita ou explícita dependendo do modelo de relação em causa. Os elos virtuais que se estabelecem estão associados a padrões mentais, ao conhecimento, às emoções e à espiritualidade. Como podemos vislumbrar esses elos acabarão formando uma rede com maior ou menor resistência às vicissitudes da vida, mas que poderão ser completamente desfeitos pela traição nos propósitos. Esta é a razão pela qual a ética associada a um relacionamento é tão importante, para não dizer fundamental.

Quanto maior o grau de Confiança que depositamos mais e maiores são as características de Valor associadas ao relacionamento.

A filósofa Onora O’Neill define confiança de forma peculiar: “O conceito fundamental não é confiança, mas confiabilidade. Acredito que temos um problema cultural em abordar a questão da confiabilidade. Isso parece-me um erro, porque a única confiança que vale a pena ter é a confiança bem depositada — e confiança bem depositada é confiança depositada numa pessoa ou instituição confiáveis. Por isso a confiabilidade é a categoria principal. Entre parêntesis: pode haver alguma dificuldade em traduzir “trustworthiness” ou “trustworthy” para línguas românicas — o mais importante é que se concentre na característica da pessoa, ou instituição, em quem é depositada confiança, em vez de se concentrar na atitude subjectiva da pessoa que responde a isso.

Basicamente, o meu pensamento é que precisamos de nos concentrar na questão da confiabilidade e menos na questão da confiança.” (https://acervo.publico.pt/sociedade/noticia/o-conceito-fundamental-nao-e-a-confianca-mas-a-confiabilidade-1725088)

“Política e marketing, onde a questão da reputação de um negócio é fulcral, mantêm a indústria das sondagens e de estudos de mercado muito ocupada. As pessoas perguntam se têm confiança em X ou Y. Mas seria muito mais útil saber quais são confiáveis e quais não são.” – Onora O’Neill

Um dos aspetos que Onora O’Neill sublinha é que devemos concretizar a questão generalista de “confiar” em alguém e perguntar “para fazer o quê?” — dá o exemplo da pergunta “Confia no professor do seu filho?” à qual se deve responder “Para fazer o quê?”’ – Joana Gorjão Henriques – na entrevista que realizou a Onora O’Neill e publicou no Jornal Público em 05/03/2016.

“A confiança é o elo de aço que consolida todas as relações significativas, nas quais as pessoas se presenteiam com as melhores amizades, amores ou relacionamentos, sempre partindo da integridade e da coerência. Poucas dimensões psicológicas são tão vitais, tão nutritivas ao mesmo tempo complexas quanto nos permitirmos confiar em alguém, quanto depositar parte de nós mesmos em outra pessoa.” (https://amenteemaravilhosa.com.br/confianca-cola-da-vida/)

Seria muito interessante, neste mundo globalizado, poder avaliar o nível ou o grau de confiança (com metodologias confiáveis) que as Pessoas depositam noutras Pessoas, nas Instituições, nos Governos, nas Empresas e nas Organizações. Tenho muitas dúvidas de quem ganharia, se a Confiança ou a Desconfiança! Este(s) resultado(s) seria(m) da maior importância para uma melhoria significativa nos relacionamentos que temos de realizar ao longo da vida, nas mais variadas circunstâncias. Mas infelizmente quem tem poder de decisão tem outras prioridades e outras opções menos abrangentes. Deste modo, caminhamos assim com maior probabilidade para uma maior Desconfiança entre as partes envolvidas.

Os níveis de satisfação de Consumidores, Clientes, Utentes de um Serviço, etc. são importantes conhecer, mas representam apenas uma pequena dimensão do fenómeno da Confiança. O mesmo se passa com as sondagens de opinião ou os estudos de mercado. Falta a capacidade de integrar todos esses Estudos de forma coerente para produzir o Valor da Confiança no relacionamento Humano na sua multi dimensão Pessoal, Profissional, Política e Institucional.

“É a confiança mútua, mais que o interesse mútuo, o que mantém os grupos humanos unidos.” – H. L. Mencken.

“Você deve confiar e acreditar nas pessoas, caso contrário a vida se torna impossível.” – Anton Chekhov.

Esta é, a meu ver, a dimensão que o Homem ainda não atribui um elevado grau de importância. Fosse esse o caso e o Valor Humano ganharia enormemente.

Deixo-vos com uma questão importante: “Pode a Biosfera terrestre ter confiança no Homem?”.

Alfredo Sá Almeida                                                                                  12 de Outubro de 2018

Como você encara o contraditório?

Contraditório

Nós nunca aprendemos o suficiente para lidar com o contraditório. Só a sabedoria ‘enraizada’ tem boas perspetivas para enfrentar a contradição e fazer luz sobre o assunto.

Vem este tema a propósito da Educação que quase todos nós recebemos e que não nos ajuda a defrontar o contraditório com os argumentos indispensáveis. Em questões do Direito o contraditório é – “Princípio de igualdade entre as partes, permitindo que cada uma possa contestar a outra parte ou contra-argumentar” (Priberam).

Quando pensamos, por exemplo, nos cursos de Master Business Administration (MBA), ministrados nas melhores escolas deste Planeta, a jovens aprendizes de Gestor, ou, na Política e nos Políticos, nos Financeiros e afins, nos mais variados Países, verificamos que necessitaríamos de estar melhor preparados para a contradição e o contraditório. Esta é uma matéria que implica conhecimento consolidado sobre as matérias em causa e muita inteligência emocional para enfrentar essa realidade.

O melhor exemplo que podemos ter é o do próprio Homem (no sentido antropológico). Nós somos a verdadeira contradição deste Planeta. Basta ‘olhar’ para o que temos realizado ao longo dos séculos para nos defrontarmos com um universo de contradições, numa dimensão difícil de imaginar. Mais, se ‘olharmos’ para o futuro e para tudo o que o Homem está a realizar, continuamos a ficar siderados com os exemplos.

Ou seja, pouco haverá a fazer, mas o melhor seria prepararmo-nos para enfrentar o contraditório com outras capacidades. Nem mesmo na condição de Ser Humano (Homem com educação e prática em Valores Humanos) estaríamos melhor preparados para lidar connosco.

Um bom começo seria, cada um de nós (desde que nasce) ter acesso a uma Educação multidimensional que nos transmitisse, para além dos conhecimentos nas mais variadas matérias, os fundamentos e os Valores da Humanidade nas principais dimensões culturais do Homem na sua vivência neste Planeta. E, pudéssemos aprender o porquê sobre tantas coisas que nos fazem mal, mas que repetimos vezes sem conta ao longo da vida.

Na grande maioria das vezes contestamos por impulso, só porque nos apetece. Quando o EU tem uma dimensão maior que o NÓS somos 7,5 biliões de contestatários.

Temos tanto, mas mesmo tanto, a fazer na condição de Humanos, que me admira estarmos a seguir o caminho que delinearam para a Sociedade e a Humanidade. Você vai seguir esse caminho?

O Homem arrisca-se a morrer e a matar prematuramente o seu Planeta de nascença sem nunca ter experimentado a dimensão da Cidadania Global e Humanitária.

Silência contraditório

Alfredo Sá Almeida                                                                              2 de Outubro de 2018

As dificuldades associadas à Inteligência e Consciência Coletivas

Nos casos da Inteligência e Consciência Coletivas estamos perante duas dimensões da natureza Humana, que apesar de se terem vindo a avolumar com o desenvolvimento tecnológico, a globalização e o acesso massivo ao conhecimento armazenado na internet, ainda não atingiram uma ‘massa crítica’ capaz de conduzir a benefícios significativos para a Humanidade. São essencialmente conceitos para o desenvolvimento do século XXI.

“O conceito da inteligência coletiva foi criado a partir de alguns debates realizados por Pierre Lévy (‘A inteligência coletiva é um conceito de um tipo de inteligência compartilhada que surge da colaboração de muitos indivíduos em suas diversidades. É uma inteligência distribuída por toda parte, na qual todo o saber está na humanidade, já que ninguém sabe tudo, porém todos sabem alguma coisa’) relacionados às tecnologias da inteligência. Caracteriza-se pela nova forma de pensamento sustentável através de conexões sociais que se tornam viáveis pela utilização das redes abertas de computação da internet.

As tecnologias da inteligência são representadas especialmente pelas linguagens, os sistemas de signos, recursos lógicos e pelos instrumentos dos quais nos servimos. Todo nosso funcionamento intelectual é induzido por essas representações. Segundo o filósofo e sociólogo criador do conceito de inteligência coletiva Pierre Lévy, os seres humanos são incapazes de pensar só e sem o auxílio de qualquer ferramenta.

A inteligência coletiva seria uma forma de o homem pensar e compartir seus conhecimentos com outras pessoas, utilizando recursos mecânicos como, por exemplo, a internet. Nela os próprios usuários é que geram o conteúdo através da interatividade com o website.” – Eliene (https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/informatica/inteligencia-coletiva.htm)

“O conceito de consciência coletiva foi criado pelo sociólogo Francês Émile Durkheim (‘Conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria’) e é definido como o conjunto de características e conhecimentos comuns de uma sociedade, que faz com que os indivíduos pensem e ajam de forma minimamente semelhante. Corresponde às normas e às práticas, aos códigos culturais, como a etiqueta, a moral e as representações coletivas.

Para Durkheim, um funcionalista, o indivíduo, em muitas de suas práticas, é influenciado pela sociedade em que está inserido. Logo, o indivíduo e suas ações são fortemente influenciada pela consciência individual e coletiva. Mas os limites entre ambas não são muito claros, pois mesmo decisões consideradas extremamente individuais, como a de tirar a própria vida, são influenciadas pelas condições sociais.

Isto se torna mais fácil de compreender quando pensamos nos aspetos individuais de compreensão do mundo, ou seja, as palavras, a língua, as categorias, as representações o conhecimento do mundo só acontece através de um mínimo de comunhão a respeito de aspetos básicos para que os indivíduos tenham algum grau de certeza que quando falam de algo o outro é capaz de compreender sobre o que fala.” – Marcele Juliane Frossard de Araujo. (https://www.infoescola.com/sociologia/consciencia-coletiva/)

Como os meus caros Leitores sabem, eu tenho vindo a defender que estas dimensões sociológicas do Homem deveriam ser objeto do ensino formal de TODOS os Cidadãos do Mundo. Só assim conseguiríamos atingir o estado quântico que nos permitiria dar o ‘salto’ e contribuir para resolver muitos dos problemas que temos criado à Biosfera mas também passar para outro ‘estado’ onde o Homem se transformará em Ser Humano com o contributo dos Valores Humanos.

Muitos de nós compreenderão que são dimensões Humanas que só com uma Educação de Qualidade para TODOS se poderão atingir e consolidar. Difícil de conseguir SIM, utópico NÃO. Só depende da vontade do Homem, como em tantos outros avanços científicos, tecnológicos e sociais que nos têm catapultado para desenvolvimentos reais.

Quando se trata do Coletivo, que não esteja no âmbito da Religião ou da Política, tudo se torna mais complicado de implementar com a ausência do elemento essencial e aglutinador – a EDUCAÇÃO GLOBAL.

Empatia

Sobretudo, quando o Homem implementou um sistema ‘fatal’, que está bem enraizado na mente das Pessoas, de NegócioDinheiroLucro que contribui decisivamente para a competitividade e ambição egocêntrica. Deste modo torna-se difícil libertarmo-nos do que nos ‘aprisiona’, consciente ou inconscientemente, para um Mundo com muito pouca Inteligência Social.

Dos textos que tenho desenvolvido e publicado no meu Blog (https://saalmeida.wordpress.com) e nesta minha nova página tenho contado com opiniões críticas sérias e construtivas, sobre estas dimensões, da autoria do meu amigo Joaquim Serra. Sobre essas opiniões, gostaria de lhes dar a conhecer as mais recentes, pela importância que possuem para a compreensão das dificuldades na implementação destes conceitos coletivos:

Vítimas da própria consciência – A consciência não é uma qualidade única, padronizada, de iluminismo mental de um estado psíquico de estar ciente de tudo e tudo saber, talvez por isso jamais se alcançou aquele almejado estado utópico de consciência colectiva tão apregoado quanto almejado.

Talvez a impossibilidade da consciência colectiva resida no dilema gerado por dois níveis de consciência dos quais o processo educativo é determinante: A Consciência Ingénua e a Consciência Crítica.

A consciência ingénua surge de um modelo de educação legitimadora das relações sociais de domínio, politico, económico, cultural, moral, que acaba por criar passionalidade em relação ao status quo, e uma certa alienação da realidade.

Contrariamente, a consciência crítica, por natureza dialéctica, sistematiza-se pela racionalidade na representação mental que emerge da análise e do questionamento científico proveniente do mundo exterior com a clara percepção dos condicionamentos objectivos e dos nexos de causalidade da vida real. Um modelo de educação que busca educar para a autonomia, libertadora, que coloca tudo em causa, pode ser e é contestatória, e, no limite subversiva. (Este modelo criou, de facto, muitos subversivos! Alguns deles autodidactas, já que a educação formal não era muito confiável!)

Nós, humanos, temos uma tendência exacerbada para apreciar a estabilidade, e nessa perspectiva, o não perder uma situação em que nos sintamos confortáveis, e que até possa representar alguma vantagem em relação ao outro, ou aos demais, tem a nossa predilecção. Ingenuamente, porque não é premeditado, munimo-nos de todos os argumentos que justifiquem (legitimem) a situação e reforcem as escolhas pelas quais optámos, mesmo que estejamos numa posição de dominados, por medo de perder o que alcançamos, ou do risco que implica mudarmos em busca de algo melhor e perder o que tínhamos.

Todos nós temos estes dois níveis de consciência, que são dilemáticos e conflituantes.

Há um terceiro nível de consciência. Um nível a que chamo de Consciência Sonsa (que ou quem finge ser o que não é. = DISSIMULADO, FINGIDO) (https://dicionario.priberam.org/SONSA), uma consciência que “vem de charrete”, mas que a maioria dos mortais prefere chamar de diabólica quando se apercebe dela, se for caso de se aperceber, ou de lhe sentir o efeito.

É aquele nível de consciência que, tendo ciência dos dois níveis de consciência anteriores, induz as pessoas a adotarem o primeiro.” – Joaquim Serra (12/09/2018).

Como poderão verificar não se torna fácil dissociar a Inteligência da Consciência, são duas dimensões que se completam. Infelizmente, tenho de concordar com esta opinião realista do meu estimado amigo Joaquim Serra.

Mas questiono-me;

  1. Não terá o Homem capacidade para agir na dimensão Global?
  2. Não somos os únicos Seres Inteligentes, geradores de conhecimento?
  3. Afinal possuímos ou não uma Consciência?

Se a resposta a estas três questões que coloco for SIM (sem MAS), então estamos em boa posição para passarmos à dimensão superior da Inteligência e Consciência Coletivas.

Alfredo Sá Almeida                                                                                 25 de Setembro de 2018